quarta-feira, 12 de julho de 2017

Corrupção + Alienação = BRASIL

PARE CIDADÃO E PENSE:

Corrupção + Alienação = BRASIL

O Brasil é a quarta nação mais corrupta do mundo, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. Por isso você, cidadão brasileiro, deve repensar seus atos, pois não são só os escândalos envolvendo políticos que são corrupções, as ações cometidas por você, como furar fila, pagar propina e colar na prova da escola, também são identificadas como corrupção.


Outro grande erro cometido por nós, brasileiros, é não saber a constituição do nosso país, assim não sabemos o que significam todos esses processos envolvendo políticos, como a "Lava Jato" e o "Mensalão", e principalmente como eles se realizam. Por isso nós devemos analisar nossos atos e, após aprender um pouco mais como o país funciona, poderemos julgar os escândalos de corrupção.

Texto produzido pelos alunos da 2ª Série "B" do Ensino Médio: Marcus Vinicius Carvalho, Lucas Rodrigues, Thiago Rezende, Lorenzo Araújo, Pedro Henrique Sousa e Henrique Imada. 

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Educar pressupõe sempre desagradar a criança" por Rosely Sayão

EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS
• SUPERPROTEÇÃO
• DESCONEXÃO DA REALIDADE
• EXCESSO DE ZELO
• DIFICULTA DESENVOLVIMENTO DA RESILIÊNCIA
• IMATURIDADE

ESTILO DE PAIS
• Neurose da insegurança
• Poupam os filhos dos afazeres domésticos
• Contra a escola-método/professor
• Excesso de compromisso
• Limite demais (não pode isso...)
• Formação de valores, da moral, da ética, dos princípios.

ESTILO DE FILHOS
• Infantilizados
• Descompromissados
• Distraídos
• Angustiados
• Impacientes/intolerantes
• Consumistas
• Sem resiliência
• Preguiça mental

Por falta de direção sofre uma criança, um adolescente;
Caminha para o bem-estar aquele que tem dirigentes preocupados em educar.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

"Linhas"

O caracol vai se arrastando e formando sua linha, desidratada.
Uma mulher vai desfilando, com seu terço, sua linha forma um círculo.
E a sombra que vai ficando no caminhar, a linha ora alonga ora encurta.
E a ponte que quebra, impedindo o caminhar, a linha arrebenta.
O cachorro que segue o rastro do bicho que corre e outro bicho que cruza o caminho e o faro fica perdido entre um bicho e outro bicho. Cadê a linha?
O cansativo desenrolar do novelo. Só linha.
A parede de vidro ilude o passante. E a linha do olhar?
Sobre o caminho as formigas carregam folhas, sob o caminho outros tantos caminhos. Duas linhas.
A linha que se alinha, na mesma hora, chegou a hora do blem.blem.blem. E o pêndulo na linha.
Caminho de encontro, desencontro, de achado e perdido, de estar só sentado à beira do caminho. Na linha.
E a linha que divide a terra em duas metades, quem está do lado de cima ou do lado debaixo.
Um linha que vira o mundo de cabeça para baixo, é só um momento para a bebedeira.
E o caminho da corda que faz girar o corpo do menino que pula. Que linha!
E a linha colocada no buraquinho da agulha que engana o olhar da vovó.
E a linha do exame cardiológico que sobe desce sem parar e se parar, a vida cala.
E linha puxada do caminho do homem por outro homem.
E o palhaço que sobe a linha do círculo sem parar.
O homem quebra a pedra no meio do caminho porque no meio do caminho tinha uma pedra. E a linha se arrebenta.
A mulher que varre a sujeira para debaixo da linha. A linha esconde.
O olhar que enxerga duas linhas, em qual delas pisar com certeza?
Debaixo da linha o grilo observa a linha da borboleta. Linha frágil.
A linha do tonto que se quebra a todo instante.
E o nó da linha que impede o homem de caminhar. Linha que desalinha.
E os gêmeos que se olham através das linhas. Linhas diferentes.
O dedo que fura a linha e cega o olho do homem. Linha da pipa.
Regar os pontos para se alinharem. Linha semente.
A corda bamba pode arrebentar a linha a qualquer instante. Lindeza.
E o ziguezague da flecha no ar. Linha cortante.
Os carros que perdem a linha e caem aos montes. Desalinhados.
A linha entre o mar, o ar e a terra. Limite da linha.
A linha que segura o homem. Nó da linha.
A linha que prende o cachorro. Linha fatal.
A linha que sobe e desce. Linha bamba.
A corrida para recolher a linha do anzol. Alinhavar o peixe.
A linha engolida e arrebentada. Que indigestão!
A linha da bala que passa pelo corpo do menino. Partiu-se a linha.
A linha que segura o tempo se enverga. Linha amadurecida.
As linhas que escrevem todo dia. Caligrafia.
A linha do pássaro no horizonte. Linha voadora.
A linha que circula rodopiando no ar. Bolinha
As linhas que se revoltam e buscam outros caminhos. Linha da adolescência
A linha que escapa do novelo. Linha sem carretel.
A linha que se enrola no novelo. Linha indiscreta.
A linha do corpo e da mente, apenas uma linha entre a loucura e a razão. É só uma linha na literatura, linha da emoção entrando em ação.

Texto escrito pela Coordenadora Pedagógica Eliana Aparecida Prata em 14 de maio de 2017.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Recomeçar

Acorde!
Perceba que o dia é único e só seu.
No horizonte, há paz, Deus, e fortaleza.
Recarregue-se de energia positiva
Seu coração é grande,
cabe nele um pouquinho mais
de amor, de carinho, de aceitação e de compreensão.
Acenda dentro de você a luz!
Educar é um ato de amor, de paciência,
de criatividade, de solicitude,
de firmeza, de abertura ao outro.
Interaja!
Então voe,
Seja uma águia,
lidere nas alturas em parceria
para se sentir melhor e mais confiante.
Descubra Deus dentro de você,
transfira-O aos que te rodeiam.
Feliz recomeço,
conte sempre comigo,
eu contarei contigo, combinado?

Texto escrito pela Coordenadora Pedagógica Eliana Aparecida Prata

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"A magia do Natal"

Quando eu era pequena, todos os anos, quando chegava dezembro, lembro-me de olhar pela janela e desejar que flocos de neve caíssem, cobrindo a rua como se fosse um tapete branco encantado. Também ficava na esperança que Papai Noel atenderia a esse meu pedido. Claro que todos aqueles filmes americanos de natal que eu assistia só ajudavam a aumentar esse desejo, então por muito tempo escrevi cartas e mais cartas pedindo neve ao bom velhinho.

Os anos se passaram e, sem me dar conta, a infância se foi e com ela aquela garotinha perseverante que todos os anos aguardava a neve.

Logo descobri a geografia e a diferença de clima entre os hemisférios e então pude compreender a impossibilidade do meu desejo. Por consequência, deixei de escrever as cartas e passei a desacreditar no destinatário delas. Outra certeza infantil que se tornou descrença foi a de que os duendes arrumavam tudo em todas as casas, da árvore às guirlandas, então por isso passei a decorar a casa para o natal.

Aprendi também que os presentes não surgem de uma fábrica no Polo Norte e são distribuídos a todas as crianças do mundo de trenó, mas sim são comprados em lojas apenas por quem pode pagar por eles. Quanto mais o tempo passava, mais me tornava incapaz de ver as cores e a magia que se espalhava pelo ar, as quais pareciam tão reais em minhas memórias infantis.

Parei de venerar o natal como antes, passando a vê-lo apenas como qualquer data comemorativa fugaz e passageira. Perdi o brilho dos pisca-piscas e o interesse por brinquedos, passei a odiar as uvas passas e as apresentações de natal da TV que se tornaram motivadores das séries da Netflix.

Não que eu tenha passado a odiar o Natal, longe disso! Pelo contrário, ainda é meu feriado favorito. Apenas deixei de enxergá-lo como uma data mágica e especial que realiza sonhos e desejos.

Hoje me pergunto, como poderia eu, crescida, depois de tantas decepções, acreditar em contos fantasiosos? Então, pasmem, porque confesso que escolhi acreditar. Escolhi venerar o natal como as crianças e acreditar nos duendes e no Papai Noel de um modo diferente. Decidi enxergar as cores e as luzes que parecem mágicas no céu. E, o mais importante, escolhi alimentar aquela garotinha esperançosa que sonhava com a neve.

E, assim todos os anos, quando chega dezembro, eu olho para a janela, fecho os olhos e desejo meus flocos de neve, mesmo tendo a certeza da impossibilidade do meu desejo, os meus olhos infantis são capazes de ver a minha neve. Essa é a magia do Natal.




Texto escrito pela aluna Giovanna Cipriano - 2ª série "A" 

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"Futuro liquefeito"

Quando éramos crianças e nos perguntavam o que faríamos quando crescêssemos a resposta vinha fácil, rápida e nos enchia de expectativas. Era fácil porque sabíamos que havia tempo, que o futuro era, apenas, um sonho distante. O que não sabíamos era que esse mesmo tempo passaria de forma tão veloz. Agora, o futuro bate em nossas portas e exige uma resposta definitiva, mas quem pode tê-la?

Heráclito de Éfeso estava correto, nada é estático ou definitivo. Não podemos nunca entrar no mesmo rio duas vezes, pois, como as águas, já não somos mais os mesmos. Tudo está em constante mudança, os desejos, os sonhos e as nossas próprias visões de mundo se alteram, o que queremos agora pode não ser a nossa vontade daqui alguns anos ou mesmo daqui décimos de segundos. Somos seres em transformação, essa que se impõe em cada período de transição seja da infância para a adolescência, seja, como agora, da juventude para a vida adulta.

A segurança da escola, da rotina e dos velhos amigos chegou ao fim e nos vemos obrigados a abraçar as incertezas e as mudanças porque elas são inevitáveis e, na verdade, vitais. Crescer é mudar, é se arriscar, sair do que já era comum e conhecido e ir de encontro ao desconhecido. Crescer é, simplesmente, a forma mais genuína do tempo nos mostrar que estamos vivos, de que nosso coração pulsa e exige que façamos desse tempo o melhor possível. Um ciclo só se encerra para que outro inicie e traga consigo a renovação e aceitá-la é aceitar viver.

Sair da nossa zona de conforto nunca é fácil, pede coragem e determinação, mas é essa atitude que nos permite crescer, pois é preciso ser destemido para aceitar as mudanças que a vida traz e para aprender com cada uma delas. O futuro não é estático ou algo já pronto, está sendo construído por cada atitude e cada passo que damos e pode ser alterado a qualquer momento. E, a meu ver, é isso que o torna interessante, portanto cabe a nós decidirmos se vamos nos esconder ou encará-lo corajosamente.

Texto escrito pela aluna Eduarda de Castro Lacerda - 3ª série "A"

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli