segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"A árvore e a família"

Podemos fazer uma analogia entre a árvore e a família, da seguinte forma:

As raízes são a base moral e precisam ser fortes e profundas, para que as intempéries e vicissitudes da vida não sejam capazes de arrancá-las da terra, ou seja, do propósito da beneficência, a qual todos os seres humanos, a priori, são destinados em sua passagem por esta vida. Manter raízes fortes implica em nutri-las diariamente com valores e virtudes como a disciplina, compaixão, responsabilidade, amizade, trabalho, coragem, perseverança, honestidade, lealdade e fé, para que sustente toda a estrutura da árvore familiar – do tronco até a copa.

O tronco é o corpo familiar, composto por sujeitos individuais, com características particulares e muitas vezes peculiares, como pequenas células, onde cada um tem seu papel, mas que, transformando-se em sujeito coletivo, o tecido, tornam-se uma estrutura maciça, densa, capaz de sustentar e dar forma para a história, os afetos, as experiências, a necessidade de pertencimento e de manter-se para auxiliar a copa, as flores e os frutos.

A copa é a expansão do núcleo familiar para o coletivo social. A brisa criada pelas folhas é acalanto para dias de calor, como ações que fazemos capazes de diminuir a dor, o sofrimento, a solidão e a angústia em outrem, através do cuidado, da generosidade, da amizade e da compaixão. As folhas ainda tem o papel de transformar CO2 em O2, ou seja, a família tem o papel de transformar através de atitudes diárias, a terra em um espaço onde se respire mais educação, generosidade e respeito. Estas mesmas folhas, reciclam-se ao se desprenderem dos galhos, em mudança de estação, e lançarem-se ao solo para beneficiar suas próprias raízes, mas não somente elas, como também de outras árvores em seu entorno, tornando-se adubo orgânico. Este é um papel necessário familiar: reciclar-se para gerar novos produtos morais ou dar mais força aos estabelecidos, para si, para seus amigos, conhecidos, comunidade, cidade e país.

As flores tem a clara intenção de perfumar, gerar pólen e embelezar. Permite a vivência da estética positiva, do belo, do harmonioso, como também a polinização, gerando frutos. O belo, em si, produz saúde, como é sabido por todos, além de qualidade de vida. Algo para questionarmos – estamos produzindo em nossas vivências familiares a virtude do belo ou o vício da feiura? Que qualidade de pólen produzimos? Nossos filhos são constituídos pelas virtudes da justiça, trabalho, compaixão, honestidade? Ou pelo hábito do julgamento, da preguiça, do egoísmo, da arrogância e desonestidade? Afinal, do que é constituído nosso pólen, de nossos filhos e netos?

Os frutos com suas sementes são o legado familiar. Através destes, a família se nutre e gera novos seres, que podem viajar pelo mundo ou permanecer em seu entorno. A verdade é que uma cerejeira sempre produzirá cerejas, jamais sendo capaz de produzir abacate, lima da pérsia ou maçãs. Nossos descendentes são e serão nossos frutos e sementes, espelhos de nossa alma. O cuidado consiste em gerar reflexos positivos, libertos e habitualmente virtuosos!

Podemos pensar, delicadamente, que somos uma majestosa árvore familiar enquanto humanidade, todos filhos de Gaia, a mãe terra!

Autoria: Anne M. Koenig (mãe de Enzo Koenig Velloso – 5º. Ano "A")

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

"Dia da Família": Encontro do Ensino Fundamental 1

Texto escrito pela Irmã Maria Helena Salazar

“Gostaria de servir-me das palavras do Papa Francisco que afirma em uma de suas homilias: a família cristã reza, conserva a fé e vive a alegria.
 

A oração em família é a primeira característica fundamental da vida de uma família cristã. Quero ser realista, perguntando: como se faz no mundo de hoje para se encontrar um tempo para reunir a família em oração? 

Sobretudo, neste mundo agitado, onde é difícil a família encontrar, até mesmo um espaço para o lazer, a refeição juntos, os momentos em família.
 

Mas temos que reconhecer, mais do que nunca que temos necessidade de Deus, de sua misericórdia, de sua presença na família. Precisamos achar os espaços, o tempo para a família.
 

Não se trata de quantidade, mas de qualidade da oração, do lazer, dos encontros. Um Pai Nosso refletido, uma dezena do terço, lembrar uma passagem do Evangelho, um Salmo, etc...
 

A oração fortifica a família. Esta é um santuário de fé que deve ser partilhado através do testemunho de vida, do acolhimento da partilha, da abertura aos outros. A família cristã que reza transmite alegria, alegria de estar juntos, paz e muito amor. Tudo isso vem da harmonia profunda que se conquista todos os dias. Só a oração e a fé em Deus são capazes de criar harmonia nas diferenças, nos conflitos, nas dificuldades.
 

Deus deseja que cada família seja morada acolhedora de bondade, de carinho para as crianças, os idosos, os doentes, para quem vive sozinho e para os necessitados. Gestos, atitudes, coração aberto para os outros, é a oração que toda família deve buscar. É a oração que mais agrada a Deus.”

domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos Pais: Homenagem Poética

Papai,
Sou fruto da sua história
Minha biografia começa com a sua.
Nossa história
vai sendo escrita em gotas.
Carrego na alma,
o orgulho de ser parte de você.
Agradeço-lhe os bons momentos,
seus carinhos,
seus conselhos,
sua segurança,
sua ternura,
sua proteção,
suas brincadeiras,
sua coragem,
seu amor.
Vou me construindo
nesses laços e entrelaços
que serão eternos.
Nesse dia especial,
meu abraço com muito amor e ternura.


Eliana Aparecida Prata

segunda-feira, 26 de maio de 2014

"Escolhendo uma profissão"

Todo jovem tem de tomar pelo menos duas grandes importantes decisões na vida. A escolha da profissão e a do cônjuge. A maioria estuda e namora o futuro cônjuge nos mínimos detalhes, mas escolhe e descarta dezenas de profissões com uma única frase. Muitos passarão mais tempo no emprego do que com o marido, a esposa e a família. Quando chegarem em casa, todos já estarão dormindo.

Como melhorar a escolha da profissão com a mesma dedicação com que se escolhe um cônjuge?
1. Namore também sua profissão. Se seus pais possuem um conhecido que exerça uma profissão, peça permissão para acompanhá-lo por algumas semanas para sentir como é seu dia a dia. Mesmo que tenha de ficar nos corredores, você verá o ambiente, sentirá um pouco a rotina diária. Assista a uma semana de aulas em sua futura faculdade. Comece a explorar as variantes da profissão, descubra as linhas de pensamento, os estilos. Quem são as "feras" dessa área e como são os estilos de vida. Combinam com o seu?

2. Não se apresse. Se você estiver na dúvida quanto à escolha da profissão, tire um ano mochilando pelo mundo afora. É preferível "perder" um ano a perder toda uma vida profissional. A escolha da profissão precisa ser cuidadosa, porque hoje em dia é mais fácil trocar de cônjuge que de profissão. Aos 32 anos você não terá mais disposição para prestar um novo vestibular. Essa pressão da sociedade e dos pais para uma escolha imediata vem do tempo em que a expectativa de vida de um adulto era de somente quarenta anos. Hoje a expectativa média de vida é de 82 anos. Um ano ou dois não farão a mínima diferença.

3. O não por exclusão. Nossa tendência é sempre achar algum defeito numa ideia nova. "Engenheiros sujam as mãos", "contabilidade é para tímidos", "advocacia é para quem fala bem", "finanças e economia são para especuladores". Toda profissão tem seus defeitos. Se você andou escolhendo algumas profissões por exclusão, volte atrás e pense de novo.

4. Explore o cinza. Justamente porque o estereótipo do advogado é aquele que fala bem, existe enorme falta de advogados que sejam bons em matemática. Por isso, advogados tributaristas, os que mexem com números, são muito bem pagos no Brasil.

5. Não confunda interesse com proposta de vida. Todos nós deveríamos ter interesse em história e filosofia. Espero que nos fins de semana vocês leiam esses temas, e não mais um livro técnico. Todo mundo deveria estudar um pouco de economia, psicologia e direito, mas nem todos irão querer estudar essas matérias a vida inteira. O simples interesse não é suficiente para fazer de você um profissional dedicado e totalmente comprometido para o resto da vida. Uma fã do pianista Arthur Moreira Lima disse que daria a vida para tocar como ele. "Pois eu dei a minha vida", respondeu Moreira Lima. Se você está disposto a dar sua vida por história ou filosofia, aí não é um mero interesse, é sem dúvida uma vocação. Portanto, vá em frente. Se você escolher uma profissão no par ou ímpar, lembre-se de que poderá estar tirando a vaga de alguém que tem vocação, a vaga de um futuro Moreira Lima.

Faça um favor à sociedade e àqueles que adorariam estar em seu lugar: não tome a vaga de quem realmente precisa. A sociedade, os excluídos e seus futuros professores agradecerão efusivamente. Portanto, vá com calma. Estude a vida inteira e escolha sua profissão de uma forma profissional. Boa sorte e meus votos de sucesso.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br).
Artigo Publicado na Revista Veja,Editora Abril, edição 1781, ano 35, nº 49, 11 de dezembro de 2002, página 20.

Texto enviado pela palestrante e Psicóloga Izildinha Munhoz que participou do Projeto "Semana do Trabalho" com os alunos do Colégio Nossa Senhora das Dores 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Para você mãe"


Para você mãe,

Um abraço com sabor de flores
Com um toque de algodão doce
Todas as flores e amores
Nesse abraço quero lhe dar.

A alegria de nossas vidas
Depende da sua
Seu olhar ao me abraçar
Brilha mais do que a lua.

O sorriso mais profundo
Que abre o mundo
Acalma meu coração
No ritmo de uma canção
É como uma canção de ninar
A me embalar.

Mãe, você é meu porto seguro
É quem me cobre com o seu manto
É quem me acolhe e me dá amor
É quem cura o meu pranto
É quem ameniza a minha dor.
E você com tanta dedicação
Transforma a vida em um oceano de amor.

Professores e Coordenação pedagógica do EFI escreveram a vinte e uma mãos, a partir da pintura “O abraço” de Romero Brito, para as mães dominicanas.