quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

“Falar somente com Deus ou sobre Deus”

Que as palavras ditas por nossas bocas são um forte instrumento de apostolado, conversão e salvação para nós e para o próximo não há dúvida alguma. Foi também com discursos, conversas, sermões e parábolas que Cristo legou sua mensagem aos apóstolos. “É por tuas palavras que serás justificado ou condenado” (São Mateus 12,7), tamanha é a importância e o valor daquilo que pronunciamos. Assim, São Domingos de Gusmão fundou no séc. XIII a Ordem dos Pregadores destinada a propagar a fé católica, defendê-la dos ataques dos hereges e salvar almas. Para atingir esses objetivos, São Domingos deu importância especial aos estudos e à pregação, sem nunca descuidar da assídua oração, por isso “falar somente com Deus ou sobre Deus”.

Mas que importância teria essa frase para nós que vivemos séculos depois de São Domingos e nem somos dominicanos? A importância é capital, afinal ela encerra duas máximas essenciais para a vida de todo cristão: a oração e as boas conversas.

A oração para São Tomás de Aquino, consiste na elevação da alma a Deus. Aquele que reza se desprende momentaneamente de suas preocupações materiais, ambições e desejos para se fixar somente no Criador. Por isso, a oração é um “falar somente com Deus”, ela pressupõe certa concentração e respeito, ou seja, uma atenção especial na presença divina. Ao rezarmos o rosário ou conversamos amigavelmente com Deus no Santíssimo, Cristo nos ouve, garantindo-nos as graças que pedimos e necessitamos para nossa salvação eterna. Por isso, o Catecismo Romano prescreveu a absoluta necessidade da oração para a vida do católico. Pela oração glorificamos a Deus, evidenciamos nossa plena dependência em relação a Ele, reconhecemos nossa contingência  perante ao Ser necessário e o agradecemos por ser o Autor de todos os bens.

O outro ponto que a frase de São Domingos nos remete são as boas conversas, ou seja, o falar sobre Deus. Parece que se fôssemos falar somente sobre Deus em nossas conversas logo ficaríamos sem assunto. Na verdade, todas as nossas conversas podem, mesmo que indiretamente, falar sobre Deus; o ideal é que busquemos com elas sempre a agradá-lo. Ao observarmos e comentarmos com alguém, por exemplo, a alegria que um um beija-flor transmite, seu voo lépido, seu bater de asas ligeiro, a majestade com que parece pousar no ar para sugar o néctar das plantas e a pressa com que vai embora ao aproximar-se de um observador curioso, estamos remetendo nossa conversa ao Criador. Ao comentarmos os feitos dos santos, seus milagres, os fatos de suas vidas ou suas virtudes, estamos com isso glorificando a Deus, que foi tão bom ao operar maravilhas neles para que assim nos tivéssemosmos exemplos a imitar em nossas vidas. 

Vemos, com isso, um reflexo da beleza da Deus e podemos vislumbrar um pouco do Céu, pois se aqui nesta Terra Deus criou e operou tantas maravilhas, quanto mais então no Céu! E até mesmo boas conversas como um meio de lazer e repouso agradam a Deus, pois ensina São Tomás de Aquino que a alma também necessita de repouso e isso se obtém com o lazer, no qual as conversas se incluem, desde que guiadas sempre pela reta razão.

Desse modo, que a frase de São Domingos de Gusmão nos estimule a buscarmos a santidade e a perfeição também em nossas conversas com Deus e com o próximo.

Fonte: Arautos do Evangelho em Joinville

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Rir pra não chorar: É hora de votar

Eleições, política, debates, horários eleitorais. Dor de cabeça e cansaço mental para alguns, preocupação para outros. Mas afinal, que país é este?

Basta pegar um livro de História qualquer para se lembrar das lutas incansáveis do povo que tempos atrás exigia aos berros o direito do voto. Ah, o belo direito de se escolher com liberdade alguém para representar, para ouvir os desejos de todas as classes. O glorioso direito de se identificar com um candidato e colaborar para que o mesmo governe a pátria amada. Sim, o histórico período das Diretas Já.

Mas eu me pergunto em que momento dessa história, se deu o começo da enorme inversão em que vivemos. Hoje, a época da eleição é castigo. Ir até a urna mais próxima é cansativo. E pior: menos tempo de novela.

Assim funciona o Brasil. Lutas e mais lutas para no fim, dar no mesmo. Não se escolher, aqui, o candidato favorito, comprometido com os princípios aspirados pela sociedade. O que se escolhe aqui, ou o que se tenta escolher, é alguém com menor número de crimes e roubos, com talvez meio crime a menos para fazer dele “menos pior” que os demais concorrentes.

E os debates...ah, os debates...aqueles momentos em que se tem a oportunidade de apresentar com clareza cada projeto, explicar cada plano de governo e estar mais perto dos eleitores. Momentos estes que agora ganham facilmente dos programas de humor, viram piada, ficam entre os vídeos mais acessados e compartilhados por pessoas que querem dar risadas.

É mesmo de muita graça assistir políticos se humilhando, se rebaixando em rede nacional. Esquecendo os motivos que os levaram até ali. Esquecendo os planos e o governo, porque mais importante que vencer, é derrotar os opositores. Mais importante que apresentar os feitos, é apontar os então “não feitos” do outro. É engraçado, não é? Preocupante, mas engraçado. Porque, claro, brasileiro sempre ri para não chorar. Lema de um país sem salvação.

Pode-se perceber claramente e em qualquer lugar, projetos que de nada adiantam. Como que para ter algo a se dizer que foi feito, mas o objetivo é sempre desconhecido. Percebe-se também, a crescente baixaria e um horário eleitoral cada vez mais impróprio, que foge aos preceitos básicos do que se deveria esperar de algo completamente decisivo para a nação.
E diante de uma plena contradição, qualquer um se candidata, e os votos vão cada dia mais para qualquer um. Não se tem rebeldes sem causa, e sim, causa sem rebeldes. E poucos se importam com esse mar de hipocrisia, esse rio de corrupção, um oceano de falsidade, que tomam o lugar das águas.

Falta água. Falta vergonha. Falta comprometimento. Falta luta. Falta educação, saúde e respeito. Falta tudo, menos aquelas boas gargalhadas. Para que carnaval? No Brasil, agora, é horário eleitoral.

Texto escrito pela aluna dominicana Pauline Dahdah Mingati

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Montessori: uma experiência de vida

A Professora Patrícia Beatriz relata que o aluno do Maternal II “A” Luís Eduardo escolheu a bandeja que trabalha "o varrer", neste material a criança tem que abrir o potinho com pompons e espalhá-los pela sala, depois escolher entre a vassoura convencional ou o migalheiro (vassourinha) para direcionar os pompons para dentro de uma delimitação, independente da forma geométrica. Ao final, o aluno recolherá com a pá e guardará.