quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"Reduzir a maioridade reduzirá a violência?"

A maioridade penal define a idade a partir da qual o cidadão responde pela violação da lei na condição de adulto. O indivíduo é reconhecido como adulto consciente das consequências pessoais e públicas. O artigo 228 da Constituição Brasileira define que menores de dezoito anos são penalmente imputáveis.

Deve-se ser posto em questão o fato de jovens ainda estarem em processo de formação, isto é, não possuem discernimento para tomar determinadas ações. Cerca de 10% dos casos gerais são cometidos por menores de idade e são, predominantemente, furtos. Ademais, que o aprisionamento de adolescente viola direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - SINASE.

A responsabilidade não é inteiramente desses adolescentes. A família deve incentivar os filhos a se matricularem em aulas como dança, música, ou cursos profissionalizantes e conscientizá-los sobre os perigos das ruas. Já o governo, essencial para a modificação do nosso país, lamentavelmente, não oferece programas culturais, de lazer ou cursos gratuitos direcionados, principalmente, às famílias de baixa renda, programas capazes de retirarem esses jovens das drogas e do crime.

Com a redução da maioridade penal, os jovens irão para cadeias, juntamente com outros criminosos, e não terão acesso a atividades que os façam mudar. Além disso, outro problema surgiria a superlotação de penitenciárias que já acontece nos dias atuais.

Os jovens que cometem delitos são punidos de seis maneiras. A advertência, o reparo dos danos, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação (até três anos). Essas punições são suficientes para despertar a consciência de menores, sem que passem pela experiência de presídios.

Acredito que se deve tratar as causas, não os efeitos. Enquanto nosso país não modificar a base e livrar os jovens do mundo da criminalidade, não conseguiremos acabar com esse problema.

Texto escrito pela aluna Maria Júlia Sousa Martins - 9º ano "A"

Professora responsável: Débora Lima

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"100 presos/cela única"

Uma grande discussão está sendo levantada no Congresso Brasileiro sobre a diminuição da maioridade penal, que agora é de dezoito anos e eles pretendem alterar para dezesseis anos. Da mesma forma que uma moeda, essa discussão possui dois lados, os que defendem dizem que, com dezesseis anos, uma pessoa já é consciente de seus atos e já pode ser presa, por outro lado, os que discordam afirmam que o problema não é a idade.

Eu discordo da lei por dois motivos principais, sendo eles, a prisão brasileira atual não educa, pune, além de grandes networks de bandidos convivendo com pessoas de dezesseis anos. Com isso, esses adolescentes são levados a matar ou cometer algum crime porque a sociedade em sua volta, geralmente, condicionam-os a isso, não por opção.

A melhor forma de resolver essa questão seria a reeducação de tais bandidos. Algumas pesquisas afirmam que a cada dez pessoas, apenas um muda as suas atitudes depois de sair da prisão, porém, os menores, ao sair da Fundação Casa têm esse índice elevado a 70%, ou seja, a cada dez presos na Febem, sete mudam de vida. Além de tais números e opiniões, sabe-se que as cadeias brasileiras estão superlotadas e, em sua maioria, é comandada por bandidos.

Texto escrito pelo aluno Mateus Henrique Rodrigues Ribeiro - 9º ano "A" 

Professora responsável: Débora Lima

terça-feira, 18 de agosto de 2015

"Os assassinos estão livres, nós não estamos"

A adolescência é um período de amadurecimento que, como toda transição, causa medo. Quase de repente, a criança torna-se adulta, e o tempo entre essas fases é cercado de conflitos internos e dúvidas e marcado por decisões definitivas como uma faculdade.

É principalmente nesse período que as atitudes tomadas são reflexos da realidade, do contexto em que se está inserido e da forma como se é tratado na família e na sociedade. E por haver essa dificuldade de distinção entre infância e fase adulta, em relação a jovens de dezesseis e dezessete anos, é que surgem temas complexos como a redução da maioridade penal.

Tendo em vista todas as dificuldades por que passam os jovens, descritas anteriormente, é fato que parte da criminalidade cometida por eles pode ser fruto do descaso do governo na educação e, em alguns casos, também se deve ao desequilíbrio da estrutura familiar.

Porém, a generalização é um grande erro uma vez que, independente da origem do problema e dos motivos que o causa, são estes crimes que assustam todo um país fazendo-o se curvar diante da violência. Portanto, é inegável que esses adolescentes devem ser duramente punidos, na exata proporção de seus erros.

Pode parecer uma faca de dois gumes, difícil de resolver, mas não é. Trata-se apenas da relação entre punir os crimes cometidos e evitar os que poderão ser praticados. Cuidar do presente e garantir o futuro. Em palavras mais objetivas: a polícia deve cumprir seu dever de manter segura a sociedade, independente de idade, e o governo garantir um futuro decente para todos, investindo em meras obrigações que são motivos da existência dele.

Texto escrito pela aluna Pauline Mingati - 3ª série "B" 

Professora responsável: Débora Lima

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Cadeia não educa"

As crianças, ao longo da história, adquiriram direitos que elas não só mereciam como necessitavam. Durante a revolução industrial, elas eram submetidas a condições subumanas e durante períodos de escravidão em vários países também. O estatuto da criança regulou a situação dos menores, e, de acordo com ele, um jovem de dezesseis anos ainda não é um adulto. Redução da maioridade penal é um retrocesso na legislação. De acordo com experiências em diversos países que tiveram a maioridade penal reduzida o resultado foi praticamente unânime: não houve a redução da violência. Exemplo disso foram os índices de violência agravados após a redução da maioridade penal nos Estados Unidos.

O sistema carcerário brasileiro está inchado. Há superlotação de grande parte das cadeias do Brasil e falta suporte para a reeducação desses presos. O jovem infrator entra na cadeia por um roubo e aprende com os maravilhosos exemplos que o rodeiam a matar.

Em Pesquisa Datafolha de 2014, 93% dos paulistanos apoiavam a redução da maioridade penal. Certamente, grande parte desse índice desconhece que a causa real de haver problemas com infratores é o déficit socioeducacional. Falta escola, faltam projetos para os jovens.

No Espírito Santo, um abrigo para meninos tornou-se exemplo para o país. Os trabalhadores de uma organização mobilizaram-se para fazer – de fato – a reeducação dos jovens. Nos dormitórios os jovens devem manter uma organização impecável o que ensina disciplina, e como as aulas extracurriculares têm robótica e capoeira, por exemplo, os que os profissionaliza. De acordo com a reportagem, mais de 80% dos garotos não voltaram a cometer crimes. A população brasileira precisa espalhar-se nessas situações para o problema dos criminosos infantis para diminuir de forma significante. O governo deve patrocinar esses projetos e direcionar mais verbas à educação.


Texto escrito pela aluna Rafaela Ribeiro - 3ª série "A".

Professora responsável: Débora Lima

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oficina de Leitura: Biblioteca CNSD

"Brincando com Ruth Rocha" Projeto elaborado e desenvolvido pela Biblioteca do Colégio Nossa Senhora das Dores
Livro utilizado: Romeu e Julieta

1º Ano: Dobradura em papel (Folha de revista)


2º Ano: Ponteira de Lápis 


3º Ano: Marcador de livros






4º Ano: Prendedor de roupas para lembretes 


5º Ano: Mosaico 


"Estamos muito felizes com o projeto que realizamos. Os alunos se mostram interessados em ouvir a história e a reconstruírem na oficina utilizando materiais recicláveis. Este projeto veio ampliar um trabalho junto ao Ensino Fundamental I. Incentivamos a leitura das obras de Ruth Rocha, onde cada turma trabalhou com um livro, já a Biblioteca CNSD escolheu "Romeu e Julieta" devido a diversidade. Maria Cury e Rosângela Darlen

"Gostaria de parabenizar o trabalho realizado com os alunos na Biblioteca. Foi muito significativo! Após a leitura do livro da Ruth Rocha, "Romeu e Julieta", as crianças realizaram uma atividade, usando papel, cola colorida e a criatividade. Fizeram uma borboleta para enfeitar o lápis. Conversamos em sala de aula sobre o livro e a escritora. Foi um trabalho que enriqueceu e despertou o interesse das crianças em participar da Oficina de Leitura." Professora Karla Bomtempo
 


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

“Falar somente com Deus ou sobre Deus”

Que as palavras ditas por nossas bocas são um forte instrumento de apostolado, conversão e salvação para nós e para o próximo não há dúvida alguma. Foi também com discursos, conversas, sermões e parábolas que Cristo legou sua mensagem aos apóstolos. “É por tuas palavras que serás justificado ou condenado” (São Mateus 12,7), tamanha é a importância e o valor daquilo que pronunciamos. Assim, São Domingos de Gusmão fundou no séc. XIII a Ordem dos Pregadores destinada a propagar a fé católica, defendê-la dos ataques dos hereges e salvar almas. Para atingir esses objetivos, São Domingos deu importância especial aos estudos e à pregação, sem nunca descuidar da assídua oração, por isso “falar somente com Deus ou sobre Deus”.

Mas que importância teria essa frase para nós que vivemos séculos depois de São Domingos e nem somos dominicanos? A importância é capital, afinal ela encerra duas máximas essenciais para a vida de todo cristão: a oração e as boas conversas.

A oração para São Tomás de Aquino, consiste na elevação da alma a Deus. Aquele que reza se desprende momentaneamente de suas preocupações materiais, ambições e desejos para se fixar somente no Criador. Por isso, a oração é um “falar somente com Deus”, ela pressupõe certa concentração e respeito, ou seja, uma atenção especial na presença divina. Ao rezarmos o rosário ou conversamos amigavelmente com Deus no Santíssimo, Cristo nos ouve, garantindo-nos as graças que pedimos e necessitamos para nossa salvação eterna. Por isso, o Catecismo Romano prescreveu a absoluta necessidade da oração para a vida do católico. Pela oração glorificamos a Deus, evidenciamos nossa plena dependência em relação a Ele, reconhecemos nossa contingência  perante ao Ser necessário e o agradecemos por ser o Autor de todos os bens.

O outro ponto que a frase de São Domingos nos remete são as boas conversas, ou seja, o falar sobre Deus. Parece que se fôssemos falar somente sobre Deus em nossas conversas logo ficaríamos sem assunto. Na verdade, todas as nossas conversas podem, mesmo que indiretamente, falar sobre Deus; o ideal é que busquemos com elas sempre a agradá-lo. Ao observarmos e comentarmos com alguém, por exemplo, a alegria que um um beija-flor transmite, seu voo lépido, seu bater de asas ligeiro, a majestade com que parece pousar no ar para sugar o néctar das plantas e a pressa com que vai embora ao aproximar-se de um observador curioso, estamos remetendo nossa conversa ao Criador. Ao comentarmos os feitos dos santos, seus milagres, os fatos de suas vidas ou suas virtudes, estamos com isso glorificando a Deus, que foi tão bom ao operar maravilhas neles para que assim nos tivéssemosmos exemplos a imitar em nossas vidas. 

Vemos, com isso, um reflexo da beleza da Deus e podemos vislumbrar um pouco do Céu, pois se aqui nesta Terra Deus criou e operou tantas maravilhas, quanto mais então no Céu! E até mesmo boas conversas como um meio de lazer e repouso agradam a Deus, pois ensina São Tomás de Aquino que a alma também necessita de repouso e isso se obtém com o lazer, no qual as conversas se incluem, desde que guiadas sempre pela reta razão.

Desse modo, que a frase de São Domingos de Gusmão nos estimule a buscarmos a santidade e a perfeição também em nossas conversas com Deus e com o próximo.

Fonte: Arautos do Evangelho em Joinville