terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Irmã Terezinha Prado, educadora missionária

Celebrar a vida é dom, graça e louvor. Para muitos, momentos de festa, de olhar o passado e agradecer. Para outros, sinais de esperança, vislumbrar o futuro. Propor novas aventuras com os pés fincados na realidade atual. Assim, vejo a nossa querida Ir. Terezinha Prado de Azevedo, digo nossa, porque foi durante anos, Orientadora Educacional no CNSD, na década de 70. Quem não se lembra dos encontros na Capela, os diálogos em particular, para orientar a opção vocacional ou mesmo quando as notas não estavam de acordo com o potencial das “meninas”? Com atitudes de acolhimento sinalizava o caminho a seguir. Sua trajetória como religiosa dominicana consagrada à missão é sinal de comprometimento.

Com simplicidade, sempre disponível a servir o outro, com entrega sem reservas, colaborando na construção de uma sociedade mais humana e sustentável. Desde os anos 80, atua nas Comunidades Eclesiais de Base testemunhando a fé e a resiliência que se fazem com a participação democrática e o anúncio do Evangelho que liberta. Como dominicana faz valer o Veritas (Verdade) presente no cotidiano do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro – CEIMC- idealizado por ela e Ir. Anita, amigas inseparáveis. Ambas marcaram e marcam presença em diferentes pastorais e movimentos sociais na Paróquia de São José, desde sua fundação com o Padre Eddie Bernardes.

Atualmente, o CEIMC é referência entre as instituições públicas de Educação Infantil pelos investimentos, apoio e presença das Irmãs Dominicanas da Província de Monteils que acreditam na educação libertadora. No dia 2 de fevereiro deste ano, Ir. Terezinha celebrou 70 anos de consagração à Vida Religiosa. Sempre atuante, com humildade e garra, na Paróquia e no CEIMC nos revela uma vitalidade que nos impressiona.

A equipe do CEIMC manifestou neste dia, o reconhecimento e respeito que as comunidades escolar e paroquial sentem por esta educadora missionária dominicana: “[...] Damos graças pela sua escolha, graças pelas teimosias, resistências, perseverança, confiança, medos, desafios, pelo SIM e o NÃO diários, que ajudaram a trilhar os caminhos do Projeto do Reino e nos conceder a graça de podermos estar aqui hoje comemorando e agradecendo este “Pedacinho do Céu” que foi construído com todo esforço e dedicação em prol do acolhimento às nossas crianças.

Irmã Terezinha, exemplo de mulher guerreira e concretizadora de sonhos. A senhora plantou a sementinha e hoje que lindo estes frutos! Plantio sólido e que até hoje nos traz tantas alegrias”. Parabéns, Ir. Terezinha Prado, testemunho vivo de amor ao próximo!!!


Por Maria de Lourdes Leal dos Santos
Fonte: Jornal da Manhã

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Discurso aos Colegas

Nós nascemos na era do “ser”. Nós devemos “ser” algo ou o mundo vai desmoronar ao nosso redor. Devemos decidir nosso futuro sem nem entender o nosso presente, mas nem sabemos o porquê. Nós nascemos em um mundo em que esperam que sejamos muito. Muito estudiosos e muito felizes, muito focados e muito espontâneos, muito apaixonados e muito realistas, muito fortes, mas muito sensíveis. Mas a verdade é que você vai sorrir e chorar. Sentir como se o mundo estivesse todo errado e todo certo. Vai se desesperar porque toda nova etapa parece um fim e nunca um começo, mas logo o outro dia chega e você percebe que ainda há novas histórias, novos momentos. E então, você terá medo e será ousado. E mesmo assim não será o fim.

Pelo menos é o que eu gosto de pensar.

Porque se há alguma certeza, aqui entre nós, é que não há certeza alguma, e está tudo bem. Está tudo bem se alguns aqui pretendem salvar o mundo em cinco anos, mas outros não sabem nem o que estão prestes a jantar. Tudo bem. Nós temos 18, não 81. A gente se encontra, se descobre aos poucos. E como minha mãe gosta de me lembrar sempre, “Cada um tem seu tempo. E, às vezes, este tempo é mais longo.”

Por isso, cada um tem seu próprio tempo de viver como se a juventude durasse apenas um dia. Cada um tem seu próprio tempo de se apaixonar e de fazer aquelas péssimas escolhas. Cada um tem seu tempo para entrar em total desespero porque o futuro está logo aí, batendo em nossa porta, nos implorando para abrir e sair para o mundo, sem olhar para trás. Cada tem seu tempo de ter medo. E cada um tem seu próprio tempo para ser gente grande. Seu próprio tempo de fazer escolhas. E essas escolhas nunca serão iguais, e é exatamente esse fato o que torna nós, humanos, seres de extrema complexidade.

Complexos porque sentimos a necessidade de sermos tudo: ousados e cautelosos, nerds e populares, médicos e desenhistas, advogados e cantores, escritores e heróis. Nós queremos ser tudo. Queremos ser a calmaria, mas também queremos ser a tempestade. Queremos ser a guerra e a paz. Queremos tudo. Até que chega o momento em que nos dizem que não podemos e que devemos decidir o que faremos com nossas vidas por um período de tempo que talvez pareça longo demais.

Bem, eu acredito que eu tenha um conselho para esse dilema: não tenha pressa. Talvez seja um pouco tarde para dizer isso, mas é o que espero que todos aqui tenham em mente. Vocês não precisam segurar o mundo nas mãos de uma só vez. Conquiste-o aos poucos. Sinta-o. Absorva-o. Respire fundo, e quando achar que seu tempo chegou, decida. E não se sinta na obrigação de ser apenas uma coisa. Você pode salvar vidas sendo um engenheiro, pode ensinar sendo um médico, pode ser poeta sendo um advogado, pode ser jogador sendo dentista, pode viajar o mundo sendo tatuadora, e pode ser feliz, mesmo que não tenha escolhido aquilo que todo mundo esperava. Vocês podem tudo, caso tenham a coragem de simplesmente tentar.

E não sejam algo que não queiram ser, só porque lhe disseram que não havia mais tempo. E se, por ventura, tenham feito a escolha errada, não tenham medo de começar tudo de novo. Talvez, no final das contas, é isso que precisamos ser, mais que qualquer outra coisa: corajosos. É necessário ter coragem para se deixar ir, fora de todas as nossas bolhas protetoras, ao encontro do mundo real. Coragem para começar de novo, mesmo quando o velho é bastante confortável.

E não há nada mais confortável do que continuar com as mesmas pessoas com quem crescemos. Mesmo que haja dias que parecemos insuportáveis, quando não queremos mais ficar ao lado um do outro. Ainda assim é confortável, porque não é novo, e já virou rotina.

Nós fomos rotina um para os outros. Alguns por quase catorze anos, outros por bem menos. Foram a certeza de conforto para muitos aqui a cada ano que passava. E eu imagino que essa sensação de conforto em voltar para escola com o bom e velho conhecido, não tenha sido algo que só eu senti. Afinal, passamos mais tempo juntos do que com nossa própria família, e no final nos tornamos a família que cada um precisou em algum momento.

Por isso, quando escrevi esse texto estava morrendo de medo que não conseguiria fazer algo especial para todo mundo. Mas depois de vários rascunhos decidi falar o que eu acho que, no fundo, todo mundo precisa ouvir: Não tenham medo de serem extraordinários. E não aceitem ser nada menos do que isso. Sejam sempre o seu melhor. Sejam sempre sua própria âncora. E estejam sempre cientes de toda a capacidade que guardamos dentro de cada um de nós. E não desistam de seus sonhos, porque no fim, são eles que tornam a vida um pouco mais empolgante e com um pouco mais de sentido.

Para terminar, gostaria de ler algo. Um texto que apareceu em alguma de nossas aulas, alguns anos atrás. O autor é Paulo Mendes Campos e faz referência à “Alice no país das Maravilhas”:

“Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior isso acontece muitas vezes por ano.

‘Quem sou eu no mundo?’

Essa indignação perplexa é lugar comum de cada história da gente.

Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão estranhada em ti mesma como teus ossos, mais forte ficarás.

E é bobice disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar.

Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.”

No fim, nós somos como livros, mas não fomos concluídos ainda. Escrevemo-nos todo dia, a cada passo novo que decidimos dar. A cada momento que aceitamos viver. Aceitem ser extraordinários e o sejam. Aceitem ir além do que pensavam que fôssemos capazes. E sejam extraordinariamente felizes.



Texto escrito pela aluna da 3ª série do Ensino Médio - Luiza Aparecida Ranuzzi - para leitura na Cerimônia de Entrega de Certificados de Conclusão de Ensino Médio CNSD.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

"Que no Natal"

Os pássaros façam-lhe um coral de bom dia!
Olhe para o céu e veja a grandiosidade do universo
Sinta a brisa devolvendo-lhe o oxigênio suavemente
A água possa curar todas as feridas
A calmaria invada sua alma
Possamos dividir dores e também
Partilhar alegria
A paz esteja nos corações aflitos
A fé renove o seu olhar
Sejam tantas e tantas emoções para viver
Cantemos a luz do sol com toda energia
Deus derrame sobre você e os seus familiares a luz
Abrindo novos caminhos
Amemos uns aos outros sem distinção
Façamos um círculo de ternura
Porque juntos somamos mais
Somos mais fortes
E encorajamos uns aos outros
Porque somos filhos do universo
Irmãos das estrelas
e merecemos estar aqui
e devemos fazer a nossa parte
e construir a nossa história de amor universal.

Texto escrito pela Coordenadora Eliana Prata

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

“O histórico desafio de se valorizar o professor”

A educação é a base para qualquer país ou sociedade. Desde 1932, entretanto, a carreira de professor vem sendo cada vez menos procurada. Fatos históricos comprovam que o investimento na educação gera resultados a médio e longo prazo, logo é necessário tornar essa profissão mais atrativa para que ela não seja esquecida pelas próximas gerações.

Entre as dificuldades enfrentadas por um professor no Brasil, destacam-se os salários pouco expressivos e a falta de condições de trabalho. Não é recompensador aos olhos da população, mas como surgirão bons médicos e engenheiros para o mercado de trabalho com um ensino básico tão precário?

O grande fator político que interfere diretamente na desvalorização do professor é a falta de investimento na educação, que gera uma carência de estrutura e material didático adequado para o ensino. Como poderiam os alunos se interessar por uma profissão mal remunerada e sem boas condições de trabalho?

Portanto o Magistério é uma profissão que perdeu o seu destaque com o tempo, necessitando que medidas sejam tomadas quanto a isso. Sendo assim, o governo deve passar a investir em materiais didáticos de boa qualidade e em escolas mais bem estruturadas ao redor do país, proporcionando, então, a valorização profissional. Assim, sob tal perspectiva, o Brasil poderá evoluir culturalmente; afinal, a educação é a base para qualquer sociedade.




Aluno Gabriel Paredes Ferreira
9º ano "B"
Professora: Thaise Hoyler Albuquerque

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

"Como estão os nossos professores?"

A qualidade da educação brasileira já vem gerando críticas e julgamentos negativos há algum tempo. Porém atribuir tal responsabilidade aos professores – figuras infelizmente degradadas em contextos sociais e econômicos – é algo totalmente inadequado e desconectado da realidade em que vivemos. A veracidade desse fato é comprovada pela perda do prestígio não só aquisitivo como também social ao longo da história.

Inicialmente, escolher ser educador era ser um exemplo de integridade e de importante formador pessoal. O que muitas vezes não é depreendido pela sociedade em geral é que essa importância nunca mudou, houve apenas uma alteração no que se refere ao reconhecimento da profissão, seja através de práticas democráticas, por meio das quais se inserem os órgãos do governo, ou apenas mudanças nas atitudes e eficiência escolar.

Ao fazermos uma correlação entre a importância dos educadores como formadores pessoais e o seu ganho aquisitivo, fica clara a sua desvalorização. Modificar essa situação, portanto, exige mobilização de todos, inclusive a deles próprios, como reconhecedores de sua efetividade para lutar por ela, eliminando barreiras que impeçam um ensino de qualidade e motivando outros setores da sociedade.

Diante da premissa de que formar bons alunos é e sempre foi fundamental, faz-se necessária a criação de meios que visem à valorização do professor no panorama educacional. O governo e membros relacionados à educação devem trabalhar em conjunto, buscando meios de inovação para reutilizar o tempo em sala de aula de forma a criar bons agentes para o futuro.

Afinal, são as fontes do saber que movem o mundo.



Aluna: Maíla Borges Marques
9º ano "A"
Professora: Thaise Hoyler Albuquerque

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

“O histórico desafio de se valorizar o professor”

É fato que o papel dos professores é, e sempre foi, imensamente necessário para a formação do indivíduo, porque, como já dizia o filósofo Immanuel kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Todavia esses educadores não fazem parte das profissões valorizadas e elogiadas da atualidade; além disso, essa carreira deixou de ser algo que antes era de grande respeito.

Esses profissionais não recebem o que lhes é equivalente por tudo o que fazem, incluindo jornadas de trabalho longas, baixa remuneração e atrasos nos salários. Tornou-se cada vez mais complexo exercer essa posição, em que são desvalorizados, mesmo sendo tão importantes.

É possível notar a desvalorização e o desrespeito que ocorre com esses profissionais a partir das greves que ocasionalmente acontecem no Brasil objetivando aumentar a glória de tais educadores. Todos esses fatores fazem com que muitos indivíduos que têm vontade de seguir essa carreira desistam, em vista de como está a situação dos professores.

Os educadores, em especial os professores, ainda não estão tão perto de receber seu devido valor. Para que a situação comece a mudar, é primordial que a Câmara dos Deputados coloque em pauta o assunto da atualização de seus direitos, dando ênfase em relação à remuneração. Além disso, a sociedade deve compreender o papel essencial dos professores, fazendo com que os alunos os respeitem.




Aluno: João Lucas Sousa Moreira
9º ano: "A"
Professora: Thaise Hoyler Albuquerque